TODA A CIDADE ARDIA
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TODA A CIDADE ARDIA

Marta Dias

ENCENAÇÃO
Marta Dias
CENÁRIO
Marisa Fernandes
DESENHO DE LUZ E VÍDEO
Aurélio Vasques
FIGURINOS
Dino Alves
COREOGRAFIA
Cláudia Nóvoa
DESENHO DE SOM
Sandro Esperança
INTERPRETAÇÃO
Ana Guiomar | André Patrício | António Fonseca | Catarina Moreira Pires | Emanuel Rodrigues | Madalena Almeida |Miguel Lopes Rodrigues | Sílvia Filipe | Vítor d’Andrade
Com o subtítulo uma peça poética sobre o amor e a espera(nça), este texto conta a história de um amor imenso e impossível, que abarca a vida de uma mulher e, assim, os últimos setenta anos da História do nosso país, reflectindo as mudanças de ordem política, económica e cultural que se verificaram, através da sua vivência, das suas palavras.

Quando começamos a dizer “Naquele tempo…”, é porque tudo mudou. O mundo mudou. Somos outros, agora.

E agora? O amor, que um dia nasceu, sobrevive? O que é, ao compasso dos dias e dos anos, dos segundos que suportam a nossa vida? O que é o amor, através da distância, guardado na memória, enquanto se espera (e se tem esperança)?

Ana tem uma história, feita de muitas histórias, que atravessa a História. Ela vai levar-nos através da cidade cinzenta, da cidade em chamas, de revoluções e cantigas de embalar, pelo barulho das rotativas, pelo cheiro a tinta e pelas palavras escolhidas com cuidado. Ela vai abrir todos os livros, dobrar as esquinas de todas as ruas e levar-nos pelo meio dos retratos desfocados do passado, pela alegria e pela serenidade dos dias em família, pela poeira do tempo que escorre, pelo silêncio da noite… vendo os ramos das árvores balouçarem e crescerem.


Críticas

“Uma homenagem à escritora e jornalista Alice Vieira (1943) (…) Destaque para Ana Guiomar e Sílvia Filipe a darem corpo e voz à protagonista em registo onírico e de memória, e para Vítor d’Andrade e António Fonseca concretizando com eficácia e solidez a representação da difícil personagem do seu companheiro”. - Jornal de Letras – Helena Simões – 05-07-2017

“Peça rara. Desde logo porque parte da vida de uma mulher cheia de vida, de palavras e de sonhos, uma mulher dos nossos dias. Mas também porque, falando da Alice ou do Mário, fala de nós, dos amores e das perdas, de memórias e esperanças, do Maio de 68 ao 25 de Abril.” - Jornal Negócios – António José Teixeira – 13/10/2017

“Toda a peça é uma desconstrução em que só o tempo não se deforma. E é parte da vida de Alice Vieira, como poderia ser parte da nossa, que se desenrola em palco.” - Público – Margarida David Cardoso – 22/06/2017

“O caminho pela vida de uma mulher, com todos os sonhos de um futuro melhor, angústias, vitórias e derrotas que fazem parte da jornada de cada um”. - Jornal Sol – 15/07/2017