TENTATIVAS PARA MATAR O AMOR
Marta Figueiredo
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CONSTELAÇÕES
Nick Payne
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O PAI

Florian Zeller

VERSÃO
João Lourenço | Vera San Payo de Lemos
DRAMATURGIA
Vera San Payo de Lemos
ENCENAÇÃO
João Lourenço
CENÁRIO
António Casimiro | João Lourenço
FIGURINOS
Dino Alves
LUZ
Alberto Carvalho | João Lourenço
VIDEO
Luís Soares
INTERPRETAÇÃO
Ana Guiomar | João Perry | João Vicente | Patrícia André | Paulo Oom | Sara Cipriano

O Pai é uma peça do jovem dramaturgo francês Florian Zeller que estreou mundialmente em Setembro de 2012. Atenta à nova dramaturgia e aos novos dramaturgos, a companhia do Teatro Aberto tem apresentado textos de Dea Loher, Sofi Oksanen, Neil LaBute ou, mais recentemente, David Lindsay-Abaire e Nick Payne. Vozes que nos trazem peças que são ecos ou reflexões sobre a nossa sociedade, sobre a nossa humanidade, sobre as circunstâncias em que vivemos, o nosso quotidiano e as relações que estabelecemos uns com os outros. O Pai é uma peça escrita na perspectiva de um homem que envelhece e se vê confrontado com um quotidiano em mutação. A sua família, a sua casa, a sua vida e as suas memórias. A encenação é de João Lourenço e a interpretação da personagem do pai será de João Perry.

Não sabe onde deixou o relógio e em que casa está. Suspeita que o andem a roubar e lhe queiram ficar com a casa. O tempo, o lugar, as pessoas, o mundo à sua volta tornam-se cada vez mais estranhos. Quem está esquecido, confuso, errado? O pai? A filha? O genro? Os outros, que aparecem para ajudar?

No labirinto em que a vida se transformou, são muitas as encruzilhadas porque as grandes questões da existência irrompem na normalidade do quotidiano. É preciso encontrar soluções para a perda de autonomia, o desvanecer da identidade e a solidão. E continuar a viver.

Críticas

“A perplexidade que João Perry notavelmente assume, como um místico que vai de revelação em revelação, é a mesma que o espectador experiência ao testemunhar todos os matizes desta representação (…) Se para o autor, escrever para teatro é sonhar com a partilha de uma experiência maior do que nós, certamente que conseguiu realizá-lo nesta veemente produção do Teatro Aberto”. - Jornal de Letras – Helena Simões – 21/12/2016

“Uma peça que desorienta o público lhe retira o chão à medida que se vê puxado para o labirinto em que se perde um homem que deixou de poder confiar na sua própria mente”. - Jornal i – Diogo Vaz Pinto – 14/12/2016

“Grandiosas a interpretação e a forma como o dicionário do homem se vai extinguindo até à última palavra”. - Sábado – Nuno Santos Costa – 22/12/2016

“O espetáculo é protagonizado por João Perry (…) mais uma das suas grandes interpretações”. - Diário de Notícias – Maria João Caetano – 13/12/2016