DEMOCRACIA
Michael Frayn

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A FORMA DAS COISAS
Neil LaBute
10 Abril, 2004

DEMOCRACIA

Michael Frayn

VERSÃO
João Lourenço| Vera San Payo de Lemos
DRAMATURGIA
Vera San Payo de Lemos
CENÁRIO
Henrique Cayatte | João Lourenço
FIGURINOS
Maria Gonzaga
LUZ
João Lourenço | Melim Teixeira
VÍDEO
João Lourenço
BANDA SONORA
João Lourenço | Vera San Payo de Lemos
ENCENAÇÃO
João Lourenço
INTERPRETAÇÃO
Carlos Sebastião | Francisco Pestana | João Ricardo | Jorge Gonçalves | Luís Alberto | Marques D´Arede | Melim Teixeira | Rui Luís Brás | Rui Morisson | Vírgilio Castelo
Alemanha Ocidental, 1969. Willy Brandt inicia a sua breve e relevante carreira como chanceler da República Federal da Alemanha. Sempre presente, mas passando quase despercebido está Günter Guillaume, membro do seu staff, mas também espião da Stasi, a polícia secreta da outra Alemanha, a República Democrática Alemã. A revelação da dupla identidade de Guillaume irá despoletar a demissão de Brant em 1974 e minar a política de aproximação com o Leste por ele iniciada.
A peça Democracia de Michael Frayn, estreada em 2003 no National Theatre em Londres, apresenta-se, tal como Copenhaga, a sua peça anterior, como uma ficção baseada em factos históricos. Enquanto na peça sobre os físicos Niels Bohr e Werner Heisenberg Frayn explora o terreno fluído da memória e as dimensões insondáveis do passado, em Democracia o seu interesse centra-se nos mistérios da personalidade humana e na capacidade de simulação de ideias e sentimentos. Tanto Brandt como Guillaume surgem como homens divididos, abalados por profundas contradições, num retrato psicológico que reflecte também os meandros do poder e a situação política da divisão das duas Alemanhas e do mundo antes da queda do muro de Berlim.

Críticas

“…clareza e justo ritmo da versão…”; “exacta direcção e caracterização dos actores…”; “…competentíssimas intervenções dos co-protagonistas…”
– 6/11/2004 – Público (Miguel-Pedro Quadrio)

“…um daqueles espectáculos imprescindíveis para repensarmos o mundo actual…”
– 6/11/2004 – Correio da Manhã (Ana Maria Ribeiro)

“Contenção exemplar da cenografia, que unifica a estrutura da peça…”; “Excelente trabalho de actores…”
– 1/12/2004 – Público (Rui Monteiro)

“…um bom exemplo de teatro inteligente e acessível…”
– 27/11/2004 – Expresso (João Carneiro)

“Curioso espectáculo em si, em dois aspectos da teoria teatral: o espaço e a interpretação.”
– 8/12/2004 – JL (Jorge Listopad)

“…belíssima encenação de João Lourenço...”
– 18/12/2004 – Revista Única (Inês Pedrosa)

“…espectáculo sóbrio com um texto rico…”
– 11/11/2004 – Visão (A.C)

“ Resumindo: aquela qualidade a que o Teatro Aberto nos habituou...”
– 19/11/2004 – O Independente (José Couto Nogueira)

“…espectáculo merecedor de nota bastante alta…”; “…a não perder”
– 25/11/2004 – Notícias da Amadora (Fernando Midões)