2015 - GRANDE PRÉMIO DE

TEATRO PORTUGUÊS

Declaração do Júri do Grande Prémio de Teatro Português
SPAutores/Teatro Aberto – 2015


O júri do Grande Prémio de Teatro da Sociedade Portuguesa de Autores e do Teatro Aberto, constituído por Luís Filipe Costa, Rui Mendes e Tiago Torres da Silva, pela Sociedade Portuguesa de Autores, e por Francisco Pestana, Marta Dias e Vera San Payo de Lemos, pelo Teatro Aberto, assim como por João Lourenço, que a ele presidiu, decidiu atribuir o Grande Prémio de Teatro 2015 à obra Tentativas de Matar o Amor, da autoria de Marta Figueiredo.

Esta decisão, tomada por unanimidade, levou em conta não só a qualidade da escrita e o domínio da palavra que a autora apresenta, mas também o facto de se tratar de uma peça que inova as convenções da escrita para teatro com uma matéria especialmente estimulante para a criatividade de quem a levar à cena. O tema da peça premiada é o amor, a possibilidade do amor nos dias de hoje. Respira-se a cidade e a falta de tempo. As personagens, um homem e uma mulher, amam-se e não estão juntos, pensam e falam sobre o amor – mas será que ele é possível? Numa sequência de 12 quadros, centrados ora no homem, ora na mulher, vamos conhecendo as suas vidas e questionando as cidades que construímos, onde parece ser tão difícil encontrar tempo e espaço para o amor.

O Grande Prémio de Teatro Português, instituído em 1997 pela Sociedade Portuguesa de Autores e pelo Teatro Aberto, tem como objectivos principais o incentivo da criação dramatúrgica nacional, bem como a sua divulgação internacional. Esses objectivos têm sido atingidos não só com a edição dos textos e a sua estreia absoluta no Teatro Aberto, mas também com a sua apresentação em festivais e encontros internacionais de teatro. Da observação feita sobre o trabalho desenvolvido entre os autores vencedores e os encenadores que levaram os textos premiados à cena, os membros do júri sentem que este prémio tem contribuído para a criação de uma dramaturgia cada vez mais pujante e mais próxima da cena.

Tentativas de Matar o Amor, de Marta Figueiredo, é um texto singular, pleno de desafios formais, que entusiasmou o júri pela sua escrita poética, a sensibilidade, a incomplacência e também o humor com que apresenta as personagens e trata a problemática das relações humanas na contemporaneidade. Foi por estas razões que o júri o distinguiu com o Grande Prémio de Teatro 2015 e que agora endereça publicamente os seus parabéns à nova autora de teatro Marta Figueiredo!