A MENTIRA
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A MENTIRA

Florian Zeller

AUTOR
Florian Zeller
VERSÃO
João Lourenço | Vera San Payo de Lemos
DRAMATURGIA
Vera San Payo de Lemos
ENCENAÇÃO
João Lourenço
CENÁRIO
João Lourenço | António Casimiro
FIGURINOS
Ana Paula Rocha
VÍDEO
Nuno Neves
INTERPRETAÇÃO
Joana Brandão | Miguel Guilherme | Patrícia André | Paulo Pires
Joana e Miguel convidaram Patrícia e Paulo para jantar, mas Joana viu Paulo a beijar outra mulher nessa mesma tarde, o que a coloca perante um dilema: será que deve dizer à amiga o que acabou de ver ou não? Miguel considera que é melhor comportarem-se como se nada tivesse acontecido, mas Joana não tem tanta certeza. Será que Miguel faz a apologia da mentira apenas para defender o amigo? Ou será que também ele tem coisas a esconder? Ou estará Joana a pô-lo à prova para dissimular as suas próprias inverdades?

Mostrando as inseguranças que perpassam os sentimentos amorosos, A mentira, de Florian Zeller, desmascara com humor os pactos estabelecidos entre os casais e questiona se as regras dos seus jogos serão realmente intrínsecas ao regular funcionamento da sociedade.

Neste projecto desafiante do Teatro Aberto em que se apresentam A mentira em conjunto com A verdade, duas peças do mesmo autor, em dois espectáculos diferentes, representados pelo mesmo elenco, põem-se as variáveis do que será verdade e do que será mentira à discussão e demonstra-se como a arte de representar se pode desdobrar em múltiplos sentidos.

Críticas

“Duas peças (…) sobre os ditos e não ditos no amor, na amizade e no casamento (…) João Lourenço apresenta dois textos que nos interrogam sobre as contradições que a mentira e a verdade suscitam (…) Nas duas peças, os mesmos quatro atores (…) exploram as dores da infidelidade, as hipóteses de resistência do casamento, do amor e da amizade à mentira e à verdade”. - Expresso – Cristina Margato – 15/12/2018

“Uma reflexão impiedosa e divertida sobre um tempo em que o verdadeiro e o falso se confundem”. - Jornal de Letras – Maria Leonor Nunes – 05/12/2018

“Estamos, assim, perante uma comédia recheada de apetitosos condimentos, que a encenação – com a frenética contribuição de Miguel Guilherme (…) trazendo para o palco os cambiantes e as complexidades de uma relação, como todas vivendo a dinâmica da mentira e da verdade que faz a desgraça e a felicidade dos casais. E a Terra girar.” - Time Out – Rui Monteiro – 19/12/2018

“São duas perspetivas das dinâmicas das relações pessoais e, em particular, da vida conjugal”. - Público – 19/01/2019